Em 40 anos, criadouro de Araxá recebeu 2 mil animais silvestres
Tamanduá é um dos animais do Centro de Desenvolvimento Ambiental, em Araxá Divulgação CBMM Em Araxá, no Alto Paranaíba, existe um espaço onde a rotina é bem diferente daquela associada à atividade industrial. Ali, lobos-guará, tamanduás-bandeira, antas, araras e outras espécies do Cerrado recebem cuidados, são acompanhados por profissionais e, em alguns casos, participam de programas de reprodução e conservação. Em 2026, o Criadouro Conservacionista de Fauna Silvestre completa 40 anos de atuação. Desde a criação, em 1986, o espaço já recebeu aproximadamente 2.400 animais, segundo dados divulgados pela empresa. Entre eles, destacam-se espécies ameaçadas de extinção e animais que foram incorporados ao local por meio de transferências realizadas por instituições e órgãos ambientais. A proposta do Criadouro é contribuir para a conservação da fauna do Cerrado por meio de reprodução, pesquisa científica, manejo, reabilitação, intercâmbio com outras instituições e, quando possível, reintrodução dos animais na natureza. Trabalho começou em 1986 A história do Criadouro começou há quatro décadas, quando a CBMM passou a receber, de forma responsável e em articulação com órgãos ambientais, animais em uma situação temporária, necessitando de cuidado ou reabilitação antes de eventual retorno à natureza. Desta forma, foi estruturado o conceito de um espaço dedicado não apenas à visitação, mas à conservação, pesquisa e reabilitação da fauna – consolidando-se como uma iniciativa de abordagem inovadora para a época e uma das mais longevas iniciativas privadas de proteção da fauna silvestre no Brasil. O Criadouro está integrado ao Centro de Desenvolvimento Ambiental (CDA), localizado no Araxá, que reúne também o Viveiro de Mudas, o Núcleo de Educação Ambiental e o Arboreto de Espécies Nativas do Cerrado, atualmente distribuídos em uma área de 8,5 hectares. Segundo o relatório de sustentabilidade de 2025, o CDA abriga 94 animais de 13 espécies, proporcionando a reabilitação dos indivíduos, bem como a preservação de dados genéticos e biológicos dos animais. O documento aponta que a estrutura contribui para a manutenção e recuperação de populações ameaçadas e atua também na preservação e reabilitação da fauna silvestre. Mais de 2.400 animais em quatro décadas O número de animais que passaram pelo criadouro ajuda a dimensionar a trajetória da iniciativa. De acordo com informações divulgadas pela empresa, aproximadamente 2.400 animais já passaram pelo espaço desde 1986. Entre as 102 espécies diferentes que já passaram pelo espaço, destacam-se algumas espécies ameaçadas de extinção, como o tamanduá-bandeira, anta, lobo-guará, entre outras espécies. Os animais chegam por meio de transferências de instituições e órgãos ambientais. O criadouro também participa de ações de reintrodução e de intercâmbio de conhecimento com outras instituições especializadas. Nem todos os animais que passaram pela estrutura ao longo das décadas permanecem atualmente no local. Mais de 400 anima

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